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19/05/2018 às 11:05
 

Meghan: princesa feminista, negra e divorciada quebra preconceitos

Foto: Ben Birchall/Pool/Reuters

Foto: Ben Birchall/Pool/Reuters

O mundo assistiu a uma quebra de preconceitos e tradições na realeza britânica neste sábado, 19. A princesa Meghan Markle é feminista, divorciada, afro-americana, ativista e 3 anos mais velha que o príncipe Harry.

A atriz, de 36 anos, nasceu em Los Angeles. É filha de um diretor de iluminação branco com uma psicoterapeuta negra.

Conhecida por defender suas raízes africanas, ela uniu-se à ONU há alguns anos para defender a igualdade de gênero e o empoderamento feminino. Meghan também é ativista de causas humanitárias.

A cerimônia

O casamento real foi ao meio-dia na Inglaterra – 8h pelo horário de Brasília.

Os novos Duque e a Duquesa de Sussex tiveram uma cerimônia emocionante na Capela de São Jorge, no castelo de Windsor.

À capela, um coral de Negro Spiritual fez uma interpretação linda de Stand By Me, de John Lennon.

Foram 600 convidados, entre as figuras mais importantes da monarquia britânica, como a rainha Elizabeth II, o príncipe Charles e o príncipe William, familiares de Meghan e amigos dos noivos.

Após a cerimônia, o casal saiu em cortejo pelo vilarejo de Windsor, antes de seguir para o almoço oferecido pela rainha, avó do príncipe, e para a festa à noite.

A noiva usou um vestido minimalista e uma tiara de diamantes da rainha Mary para se casar com o príncipe Harry.

O vestido é da estilista Clare Waight Keller, inglesa que no ano passado se tornou a primeira diretora mulher da marca francesa Givenchy.

Foto: Dominic Lipinski/Pool via REUTERS

Foto: Dominic Lipinski/Pool via REUTERS

História

Os pais da duquesa, Doria Ragland e Thomas Markle, se separaram quando ela tinha 2 anos e se divorciaram cinco depois.

A relação com a mãe, é afetiva e próxima. O pai mora no México e por problemas de saúde não comparreceu à cerimônia.

A paixão de Meghan pela filantropia veio da mãe.

“Sempre me perguntam como mantenho um pé em dois mundos contrastantes — um na indústria do entretenimento, baseado na riqueza e na indulgência, e o outro no trabalho humanitário. Para mim, é menos uma questão de como você pode fazer isso e mais uma questão de como você não pode?”, escreveu Meghan, em 2014, num post em blog que mantinha na internet.

“Foi o que cresci vendo, então é o que cresci sendo.”

Mas foi com o pai, que trabalhava como diretor de iluminação, que nasceu sua vocação profissional — desde pequena, frequentava com ele os sets de gravação.

“Todos os dias depois da escola, por dez anos, eu estava no set de “Married… With Children”, que era um lugar divertido e perverso para uma pequena garota uniformizada de uma escola católica crescer”, contou, em entrevista à revista “Esquire”.

Em 2003, aos 21 anos, Meghan se formou na Universidade de Northwestern, em Illinois, com dupla especialização: teatro e estudos internacionais.

Seu primeiro papel foi na série “General Hospital”, em novembro de 2002. Mas sua estreia para o grande público foi em “Suits” — Meghan participou desde o episódio piloto, em 2011.

Ao anunciar o noivado, no ano passado, no entanto, a atriz confirmou que deixará a carreira para se unir a Harry nos compromissos oficiais.

Meghan e a mãe - Foto: Oli Scarff/AFP

Meghan e a mãe – Foto: Oli Scarff/AFP

Preconceito

Pelo lado do pai, Meghan é descendente do rei Robert I da Escócia, que reinou entre 1306 e 1329. Pelo lado da mãe, é descendente de escravos das plantações de algodão da Geórgia, no sul dos EUA.

Quando o namoro foi anunciado, em 2016, ela chegou a sofrer ataques raciais nas redes sociais e da própria imprensa britânica.

Em comunicado à época, a realeza condenou “o sexismo, o racismo e a difamação” de que ela foi vítima.

Para a escritora Afua Hirsch, o casamento entre Meghan e Harry pode redefinir o que significa ser britânico:

“É um tabu gigantesco. O casamento trará uma realidade que o establishment britânico não tinha sequer imaginado: que um membro da família real pode não só amar e se casar com alguém cuja herança étnica é diferente da sua, mas com aquela que sempre foi vista como a mais diferente no país: negra e africana”, afirmou ao “Guardian”.

“Todo governo fez alguma tentativa, pelo menos retórica, de reconhecer e proteger a diversidade racial. A família real, no ápice de nossa sociedade, fazia tudo menos isso. O que fazia com que muitas pessoas acreditassem que ser verdadeiramente britânico e negro eram identidades incompatíveis”.

Divorciada

A união com Harry é o segundo casamento de Meghan, outro tabu.

Ela já havia trocado alianças, em 2011, com o produtor Trevor Engelson, mas os dois se divorciaram em 2013.

No passado, membros da realeza que se casassem com pessoas separadas deviam renunciar aos direitos à coroa. Os tempos agora são outro.

O casamento mostra “que Harry é um homem profundamente moderno, à altura de seu tempo, e não uma criatura estranha vinda de outro planeta, como os membros da Casa Real às vezes são percebidos”, explicou à AFP Penny Junor, biógrafa do príncipe.

Foto: Owen Humphreys/pool via AP

Foto: Owen Humphreys/pool via AP

Lady Di

Comparações com a mãe dele, Lady Diana, são inevitáveis.

As duas compartilham o glamour, a origem simples e o gosto por causas sociais.

O que poucos sabem é que a atriz americana foi fascinada pela família real. Segundo amigos, Meghan chorou assistindo seu funeral na televisão, em 1997 – comoção que atravessou o planeta.

“Ela sempre foi fascinada pela família real, ela quer ser a princesa Diana 2.0”, contou a amiga de infância Ninaki Priddy no livro “Meghan: uma princesa de Hollywood”, recentemente publicada por Andrew Morton.

Extraída do Só Notícia Boa - Com informações do Extra, Veja e SNB

 
 
 
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