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22/09/2017 às 20:09
 

Interferência política e pedidos atrapalham regulação de pacientes para unidades de saúde, diz especialista

Interferência política e pedidos atrapalham regulação de pacientes para unidades de saúde, diz especialista

Uma audiência pública, realizada na Câmara Municipal de Feira de Santana, na manhã desta sexta-feira (22), discutiu as dificuldades na regulação de pacientes de unidades de saúde do município para hospitais, sobretudo o Hospital Geral Clériston Andrade.

De acordo com o especialista em gestão de saúde Artur Jorge, que participou da audiência, há uma procura muito grande pelo serviço de saúde e uma oferta muito pequena. E a regulação deveria servir e encaminhar esses pacientes para as unidades de referência.

“Infelizmente, hoje a regulação serve de barreira, pois o paciente procura pelo serviço de saúde e não consegue ser atendido. A gente tem um sistema ineficiente. Ele não funciona, não é integrado entre as redes municipais e estaduais. Feira de Santana não tem uma rede de leitos própria suficiente para atender à população e acaba sobrecarregando o Clériston Andrade, que por sua vez também não tem condição de atender a demanda, não apenas de Feira de Santana, mas dos 127 municípios pactuados. Isso, obviamente, faz com que a gente tenha uma sobrecarga”, afirmou Artur Jorge.

Para ele, o serviço de regulação deve passar por algumas mudanças. “A primeira coisa é que o Sistema de Regulação nos possibilite entender quais são as demandas. Isso facilita a criação de leitos na área de atendimento que você mais necessita. O segundo ponto é que o sistema seja eficiente e que cumpra os protocolos. Quem tem prioridade deve ser atendido como prioridade. Infelizmente, hoje a gente tem uma rede de atendimento baseada no bilhete, na ligação, e o paciente que não é prioridade pula a fila. Há uma rede paralela na regulação municipal e estadual, e pedidos tomam a frente de quem precisa realmente. Não apenas na regulação, mas no atendimento da saúde em geral a política influencia na prioridade do atendimento”, declarou o especialista.

A coordenadora do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), Maíza Macedo, que representou a secretária de Saúde, Denise Mascarenhas, explica por que é difícil se fazer regulação em Feira de Santana.

“A regulação é uma ferramenta e nunca chegará à sua plenitude porque tem que estar sempre sendo moldada e caminhar alinhada à rede de serviços de saúde. Feira de Santana tem a regulação ambulatorial de média e alta complexidade e a regulação de urgência. A regulação de leitos é realizada através do estado e o município alinha com o estado a demanda dos leitos. Então o município está nessa perspectiva de trabalhar sempre dando uma melhor resposta à demanda do paciente. Sabemos que os recursos são finitos e as demandas infinitas. E há realmente uma necessidade de ampliar esse número de leitos. A regulação não cria leitos, ela visualiza o cenário e aponta medidas”, afirmou Maísa Macedo.

Ela informou que o Samu trabalha com urgência e emergência e para a população ter acesso ao serviço deve ligar para o 192. Por isso, de acordo com a diretora, o médico faz uma série de perguntas, para a partir de um diagnóstico dos sintomas ver o que o paciente necessita e disponibilizar o recurso.

Questionada sobre a existência de uma regulação paralela ao serviço oficial, a diretora do Samu, Maísa Macedo, afirmou desconhecer a prática. “Não existe regulação sem ser oficial. Ela é uma ferramenta do Sistema Único de Saúde. Se existem alguns acessos que não perpassam pela regulação é o que a gente denominaria de clientelismo. Eu sou técnica e trabalho dentro das diretrizes do SUS”.

O vereador Isaías de Diogo disse que deve existir uma regulação paralela pelo fato de as pessoas estarem desesperadas pela saúde e procuram os políticos e a imprensa.

“A gente vendo aquele sofrimento procura um diretor, a secretaria, a imprensa, para tentar solucionar o problema. Mas nós convocamos essa audiência pública para discutir e acabar com essa questão de conhecimentos na saúde, pois é para todos e não para quem tem amigos e nem influencia política. A saúde tem que estar aberta para todas as pessoas”, justificou.

 
 
 
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